Brandy, uma história de sucesso

Um caminho trilhado sobre duas rodas leva a Brandy ao crescimento e a resultados positivos

Quando, em 1958, os irmãos Silvio e Hugo Brandani fundaram a oficina de Vespas e Lambretas – a Lambrevespa – na rua José Bonifácio, centro de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, começaram a trilhar uma história de sucesso no mercado de duas rodas. Com o passar do tempo e o surgimento de novas necessidades no mercado naquela época, a Lambrevespa incluiu em seus serviços, a fabricação e comercialização de peças e, posteriormente, mudou seu nome para Lambrevespa Brandani.
Com os negócios prosperando, foi natural a entrada de mais membros da família. Aos poucos filhos e sobrinhos já estavam inseridos no ramo das duas rodas. No início dos anos 70, o mercado de lambretas e vespas começou a ser substituído com a chegada das motos Honda e Yamaha, e a Lambrevespa Brandani cresceu, se segmentando em uma divisão comercial - onde havia a concessionária e a loja de moto-peças - e a divisão industrial - chamada Plasmotécnica, voltada para a produção de peças.
Em paralelo ao mundo das motos, o grupo também produzia e comercializava as bicicletas Brandani, que ficaram famosas por seus acessórios e designs arrojados, como a suspensão telescópica e o banco “banana”, que até então o mercado não conhecia, já que eram itens usados somente em motos. Foram produzidos cerca de 300 mil bicicletas, sendo 12 diferentes modelos, desde infantis, até modelos utilizados no transporte de cargas. Modelos esportivos, como a Surf e a Bikendur, marcaram época e, até hoje, são cultuados por colecionadores e apaixonados por bicicletas.
Com o grupo de empresas expandindo a passos largos, os irmãos Brandani optaram estrategicamente por dividi-lo: Hugo assumindo a parte industrial, e Sílvio assumindo a divisão de comércio.

Nos anos 80, Hugo Brandani, colocou em prática um antigo sonho. Unindo as experiências de sucesso na fabricação de bicicletas e a produção de peças para motos, o empresário, em uma decisão ousada, fundiu as duas empresas, criando a marca Brandy, uma fabricante nacional de motocicletas que se destacou no mercado, principalmente por seus modelos de baixa cilindrada. O ciclomotor NS1 e as minimotos BX50 e TX50, foram as primeiras a serem fabricadas e utilizavam motores Argentinos Zanella e Italianos Minareli. Já no início dos anos 90, a Brandy passou a ter um rápido crescimento, e, em 1993, com apoio técnico da Her Chee, de Taiwan, e Hero Motors, da Índia, a Brandy montou uma planta fábril na cidade de Manaus, estado do Amazonas, visando os benefícios fiscais daquela região. No final dos anos 90, a Brandy assinou um contrato de fabricação e distribuição das motocicletas da marca italiana Piaggio no Brasil, trazendo de volta a lendária Vespa para o mercado brasileiro.

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Durante as décadas de 80 e 90, a Brandy fabricou mais de 20 modelos de motos, entre eles as Scooters Elegant 50 e Pista 70, o Quadriciclo Fox, a Motocicleta Fosti FT 125, além dos modelos mais vendidos, que são a Scooter Jaguar e o ciclomotor Hero-Puch.
A fábrica, sediada na zona franca de Manaus, se completava com a parte administrativa e o centro de distribuição, sediados na cidade de Ribeirão Preto e em meados dos anos 90 a Brandy chegou a ser 3ª maior montadora de motos do Brasil, porém no final de 1998 a legislação do Código de Trânsito Brasileiro mudou e passou a exigir habilitação dos condutores, que até então não era necessária para motos de 50cc, derrubando drasticamente as vendas deste seguimento, isso forçou a mudança nos rumos da empresa. A partir deste ano, o empresário Hugo Brandani já sabia que a fabricação de motos de baixa cilindrada tinha se tornado inviável e estava com os dias contados. Com isso foi iniciada a programação do fechamento da empresa, que duraria de 2 a 3 anos, para que os consumidores das motos Brandy não fossem prejudicados com falta de peças e atendimento de pós-venda, e os concessionários tivessem tempo para mudarem o rumo de seus negócios.
Neste período turbulento, buscando novos horizontes, foi fundada, no ano 2000, a Construtora BCF, que passou a ser a principal ocupação de Hugo Brandani. Seu filho mais novo, Victor Hugo Brandani, que desde os 15 anos já trabalhava na Brandy, assumiu então um papel importante no negócio e, naquele ano, com total apoio e ajuda de seu pai, deram início à transição na empresa, passando de montadora de motocicletas, para importação, fabricação e distribuição de peças para motocicletas.
Surgiu, a partir daí, uma Brandy renovada, que aliou a experiência e o conhecimento de um dos pioneiros no mercado de duas rodas a visão e ousadia de seu filho Victor Hugo. Acompanhando os crescentes números do mercado de motos no Brasil, a empresa rapidamente assumiu um papel de destaque na comercialização de peças para moto com destaque para as linhas de Baterias, Kit de Transmissão e Lâmpadas.
Comandando exclusivamente a empresa desde o ano de 2003, Victor Hugo lidou com diversas situações durante sua administração na última década: foram variações cambiais, dificuldades na negociação junto a fornecedores, lançamento de novos produtos e uma de suas maiores perdas, o falecimento de seu pai, Hugo Brandani, em dezembro de 2008.
Com o apoio de sua mãe, Leila, que assumiu um papel importante nos negócios a partir deste momento, a Brandy conseguiu superar mais esta dificuldade e, em 2011, deu início à construção de sua nova sede, que está localizada à margem da rodovia Anhanguera. O novo prédio foi inaugurado em 2012 e conta com uma estrutura sólida e com uma capacidade 3 vezes maior que o prédio anterior.

‘’Tenho orgulho de dar continuidade à história de uma empresa pioneira no ramo de Duas Rodas. Canalizo todo o Know How adquirido na fabricação de motos e valorizo as parceiras de fornecedores que acompanham a empresa há muitos anos para oferecer ao mercado produtos de alta qualidade”, finaliza o diretor Victor Hugo.